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7 de mai. de 2014

Microgeração de Energia

microgeração

 Microgeração de energia é a criação de pequenas centrais de energia em residências, como a foto destaca. Essas centrais são ligadas a rede do município e abastecem outras residências. A grande dúvida é a viabilidade desse investimento, hoje alto e que não tem muito apoios fiscais.
A ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, há quase dois anos já regulamentou as regras da microgeração distribuída de energia. Quem decide instalar. por exemplo, placas voltaicas ou aerogeradores e em algum momento superar a produção de energia do que utiliza, poderá fornecer o excedente na distribuidora local. Um equipamento regrista a quantidade de energia gerada e fornecida a rede e é debitado em reais de sua conta mensal de energia, e caso a quantidade de energia gerada ultrapasse a de energia fornecida não é necessário pagar a conta.
microgeração

A cidade do Rio de Janeiro teve recentemente a primeira casa com microgeração de energia integrada a rede e registrada pela ANEEL. Analisando a fatura de energia elétrica, após a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico de microgeração de energia na área de atuação da Light, com 2 kWp de potência, os benefícios econômicos e ambientais já se fazem presentes.
microgeração

Para efeito de comparação cada KWh gerado rendeu cerca de R$ 0,48, e num período de 6 meses foi contabilizado 1.440 KWh. A novidade dessa nova tecnologia no Brasil ainda é recente e deve ser estimulada pela governo afim de melhorar a matriz energética. Não deve ser uma exclusão de outros tipos de energia, mas sim um adendo muito bem-vindo.

fonte

10 de set. de 2012

Hortolândia inaugura usina para reciclar lixo da construção civil

reciclar entulho
Usina de Reciclagem de Entulho é inaugurada em Hortolândia


Oprefeito Angelo Perugini inaugurou no final de maio a Usina de Reciclagem de Entulho (URE) Hortolândia que garantirá destino correto ao lixo da construção civil produzido na cidade e municípios da região.

Com investimento de R$ 3 milhões, a usina apresenta estrutura modelo no Estado com centro de recepção, triagem, processamento e transbordo.
reciclar entulho

No local, o lixo da construção civil, normalmente descartado em lixões e aterros sanitários, ganha valor. Tijolos, blocos, argamassa, concreto e material cerâmico são transformados em areia, pedriscos, pedras e bica corrida (um tipo de brita mais rústica), e podem ser aplicados novamente em obras. Quem compra o material reciclado leva vantagem: os preços são até 40% mais baratos que os produtos originais.
reaproveitamento do entulho

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente Aldo Aluízio Silva, a URE Hortolândia receberá resíduos da construção dos oito municípios que compõe o Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos formado por Hortolândia, Sumaré, Americana, Nova Odessa, Santa Barba d´Oeste, Monte Mor, Capivari e Elias Fausto. A capacidade de produção da usina é de 320 toneladas de material por dia. Para utilizar o espaço, os municípios precisam firmar convênio com o Inac (Instituto Nova Àgora de Cidadania), responsável pela administração do local.


Para o prefeito, o município dá um passo importante para solucionar o problema do lixo. “Vamos resolver um problema ambiental que incomoda muitos moradores, que é o descarte irregular de entulho em terrenos baldios e locais impróprios. Com a criação da usina, a cidade demonstra efetivamente seu interesse pela recuperação e proteção ambiental. Resolveremos um problema para Hortolândia e região. Esta é somente uma das ações de um projeto maior da nossa administração para dar destinação correta ao lixo, transformá-lo em renda e promover o desenvolvimento sustentável”, disse o prefeito.

Desde o início de maio, a usina já processa resíduos da construção civil em fase de teste. Inicialmente, a URE Hortolândia receberá material de caçambeiros cadastrados, da Prefeitura e municípios da região. O local processará restos de demolição, como fragmentos de alvenaria, cerâmica, concreto, lajes e pisos, além de argamassa, cal e cimento. Componentes de concreto ou cerâmica, como telhas, tijolos, blocos, entre outros, também poderão ser descartados no local.

“Com o processamento, estes materiais serão transformados em areia de diversas densidades e outros materiais que poderão ser utilizados na pavimentação de ruas, manufatura de blocos de concreto, produção de piso intertravado, implantação de guias, entre outras finalidades.
Daremos uma nova utilização para materiais que normalmente vão para o lixo e são depositados em locais inadequados”, explicou o secretário de Meio Ambiente.

Ecopontos

Em breve, a Secretaria de Meio Ambiente implantará cinco Postos de Entrega Voluntária (PEV´S) para a população descartar lixo da construção civil, sem custo, na quantidade de até um metro cúbico por vez. Os ecopontos funcionarão nas regiões do Rosolen, Amanda, Centro e Nova Hortolândia. Os locais serão cercados e terão funcionários responsáveis pelo controle e pré-triagem dos materiais que, depois, seguirão para a usina.

Além dos benefícios ambientais, a usina vai gerar cerca de 160 empregos diretos e indiretos para a execução das atividades internas de triagem, pesagem, controle e processamento dos resíduos. Conforme acordo firmado entre a Prefeitura e o Instituto Nova Agora de Cidadania (Inac), 50% do material reciclado pela usina serão repassados à Administração, sem custo, para ser aplicado em obras públicas do município.

A URE também vai reduzir as despesas municipais para depósito de entulhos da construção civil. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, a Prefeitura gasta cerca de R$ 1 milhão por mês com armazenagem das cerca de 120 toneladas de lixo da construção civil produzidas diariamente no município. “Com a instalação da usina esse custo deixará de existir”, disse Silva.

Parceria

A implantação da usina é uma parceria da Prefeitura com o Inac, Fundação Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiam o projeto.
Além da área de processamento de resíduos sólidos, o projeto contempla espaço para instalação de empresas agregadas (que produzirão materiais a partir do produto dos resíduos), área de triagem, administração, espaço de lazer e um mirante. Além disso, a obra atuará na recuperação ambiental do espaço, atualmente degradado.

A usina é a primeira etapa do Programa Sistema Integrado de Gestão Ambiental de Hortolândia (SIGAH), desenvolvido em uma área de 179 mil metros quadrados, cedida pelo Governo Federal, no Parque Peron.

O projeto prevê também a construção de usina de processamento dos resíduos urbanos (lixo doméstico), cooperativa de reciclagem, usina de processamento de biodiesel e pneus, viveiro municipal, centro de atendimento comunitário, central de caçambas e ecopontos. O programa terá capacidade para processar todo o resíduo produzido pelo município. A Prefeitura busca recursos externos para executar o restante do programa.

URE-HORTOLÂNDIA
Investimento: R$ 3 milhões
Capacidade de produção: 320 toneladas/dia
Parceiros: Prefeitura, Inac, Fundação Banco do Brasil e BNDES
Geração de Empregos: 160 (entre diretos e indiretos)
Fonte: Secretaria Municipal de Meio Ambiente

23 de ago. de 2012

Bloco de concreto feito com serragem

O professor Vitor Antonio Ducatti e o engenheiro Flávio Pedrosa Dantas Filho: pó de serra é 3,5 vezes mais isolante térmico que o concreto convencional (Foto:Antoninho Perri)

Transformar resíduos de madeira – pó de serra – em blocos de concreto e material de enchimento das pré-lajes para construção civil foi o objetivo do engenheiro Flávio Pedrosa Dantas Filho ao iniciar sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Engenharia Civil. De acordo com o engenheiro, os resíduos são considerados “indesejáveis”, ficando geralmente amontoados em pátios onde são queimados ou jogados em rios.

Descartados, resíduos viram poluentes

A geração deste tipo de resíduo não é pequena. Dantas Filho estima que uma serraria de porte médio destinada a produzir 2 mil metros cúbicos de madeira serrada por mês, poderia gerar 78 toneladas de serragem. Ao todo, as serrarias do país gerariam em torno de 620 mil toneladas de serragem por ano. “Os problemas causados para o meio ambiente são inúmeros”, afirma. “Um dos principais fatores é a queima que polui o ambiente, gerando gás carbônico”, completa. A outra porcentagem, segundo o engenheiro, é descartada no meio ambiente, provocando poluição do solo e água.

A partir dos resultados obtidos no estudo de Dantas Filho, o pó de serra utilizado como agregado miúdo em substituição parcial ou total ao agregado miúdo mineral (areia) possibilita a redução significativa da areia na produção de blocos de concreto para vedação e/ou elementos de enchimento de pré-lajes, comportando-se como um material mais leve e termo isolante, em função da baixa condutividade térmica. As pesquisas revelaram que o material é 3,5 vezes mais isolante térmico que o concreto convencional. Segundo ele, materiais convencionais, como o concreto, por exemplo, precisam ser revestidos com isolantes térmicos para reduzir o calor gerado nos ambientes, o que além de encarecer o projeto nem sempre produz efeito estético satisfatório.

Outro benefício da substituição da areia pelo resíduo (pó de serra) é a acústica dos ambientes. Pesquisadores do Departamento de Arquitetura e Construção mostram que a adição do pó de serra na composição do traço de materiais de acabamento melhora a absorção sonora desses materiais. Os ensaios mostraram que a absorção acústica proporcionada por este material foi muito superior aos dos revestimentos convencionais (alvenaria lisa e cortiça, entre outros). Além disso, segundo Dantas Filho, a cortiça não resulta em um visual apreciado pelos arquitetos. “O bloco pesquisado pode fazer parte da decoração do local, pois pode ser pintado e possui o aspecto de alvenaria convencional”, defende.

Orientado inicialmente pelo professor Luis Alfredo Cottini, Dantas Filho iniciou há três anos as pesquisas para a dissertação de mestrado “Blocos de Concreto e elementos de enchimento de pré-lajes com adição de pó-de-serra, uma alternativa para minimizar impactos ambientais”. Na época, tinha interesse em dar continuidade à linha de pesquisa de Cottini sobre reciclagem de resíduos. O professor já havia desenvolvido processo para o tratamento do material e necessitava de estudos que permitissem testar a utilização. Mas por problemas de saúde, Cottini precisou se aposentar.

O professor Vitor Antonio Ducatti prosseguiu na orientação e o engenheiro passou a testar várias proporções de adição do pó de serra ao concreto para a produção de blocos. A utilização do pó de serra como agregado miúdo na produção de blocos de concreto em até 50% do volume aumentou a resistência térmica com redução de peso, atendendo as prescrições da norma para alvenaria de vedação.

A utilização da argamassa de cimento e pó de serra na produção de elementos de enchimento de lajes pré-moldadas também foi satisfatória. O engenheiro explica que tradicionalmente, o material utilizado para o enchimento seria a cerâmica ou isopor. “A substituição dos blocos cerâmicos pelos blocos de cimento e pó de serra minimiza a degradação dos maciços argilosos e o consumo de madeira para produzir calor na queima dos fornos das indústrias cerâmicas. Já o isopor é muito caro”, esclarece. Para realizar os ensaios, Dantas contou com a colaboração de uma fábrica de blocos. Conseguiu produzir 100 blocos com mão-de-obra especializada. O ensaio da condutividade térmica foi realizado na Universidade Federal de Santa Catarina.

14 de fev. de 2012

Sgap entrega blocos de concreto produzidos por reeducandos








A Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap) entregou para a Secretaria de Gestão Pública (Segesp) cinco mil blocos de concreto fabricados no sistema prisional. Os produtos foram entregues na Fábrica de Blocos, localizada no complexo penitenciário.

A produção dos blocos foi resultado de uma parceria entre Sgap, Segesp e Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O material produzido pelos reeducandos será utilizado para a construção do muro do pátio de leilões do DER.

Segundo o superintendente adjunto da Sgap, Mário Sérgio, a participação dos reeducandos na obra do pátio não será apenas na fabricação dos blocos de cimento. “Na próxima semana, iremos começar a construção do muro, que também será erguido pelos custodiados que trabalham na ‘bloqueira’ da Sgap”, destacou ele.

Além de beneficiar os reeducandos, a parceria entre as instituições favorece também o setor público. “A Sgap está de parabéns pelo trabalho social realizado com os custodiados. É muito gratificante realizar iniciativas como essa, quem, além de promover a ressocialização, integra as secretarias de Estado”, afirmou a secretária adjunta de Gestão Pública, Juliana Barros.

21 de jan. de 2012

Catadores fabricam blocos de concreto com resíduo


Com o objetivo de oportunizar novas formas de renda para os moradores que sobreviviam como carroceiros ou catadores de lixo no bairro Cristal, na zona Sul da Capital, através do Centro deTransformação Sócio Ambiental (CTSA), a ONG Solidariedade está oferecendo curso de capacitação para a formação de trabalhadores na fabricação de blocos de concreto a partir de resíduos de construção e
demolição (RCD).
O curso é destinado aos recicladores que deixarão de usar carroças ou outros tipos de veículo com tração humana ou animal até 2016, conforme a Lei Municipal 10.531. O projeto  é uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), através do Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais (Leme), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a ONG Solidariedade.O diferencial dos blocos é que eles são compostos em um processo de reciclagem, a partir do recolhimento de entulhos e
resíduos provenientes da própria construção civil. Um dos grandes desafios da ONG é o apoio técnico e a certificação necessária para dar qualidade e credibilidade ao bloco de concreto, o que pode vir a ser fornecido pelo Leme após a conclusão das aulas da primeira turma no final deste mês, conforme informou a coordenadora do curso de Engenharia Civil da Ufrgs, Angela Graeff.
O curso abordará noções de cidadania, meio ambiente, reciclagem e tipos de resíduos, segurança no trabalho, testes de resistência e certificação. Com duração de um mês, a primeira turma conta com aulas práticas e teóricas ministradas por 11 professoras das áreas de Engenharia Civil, Química, Assistência Social e outras disciplinas.  A boa notícia para os alunos é que está acertada a compra de mil blocos pela Finep para a construção de uma casa modelo somente com material de RCD, dando um estí-mulo aos trabalhadores. “A nossa meta é que todos os 17 trabalhadores desta primeira turma consigam autonomia e deem continuidade na fabricação do material”, observa.
O coordenador da ONG Solidariedade, Sérgio do Amaral, diz que o projeto não tem a intenção apenas de formar o trabalhador, mas incluir essas pessoas em um contexto social. “É impossível que uma região que possui um belo shopping e um grande projeto socioambiental continue com dezenas de pessoas trabalhando em condições subumanas”, justifica Amaral.
O objetivo é que o bairro tenha um crescimento harmonioso. A intenção é de que o curso ofereça seis novas turmas, disponibilizando outras 120 vagas. “Conseguiremos a inserção social, a geração de empregos e a conscientização ambiental através de um único programa”, define o coordenador da ONG.

13 de jan. de 2012

Os problemas de crescimento de um país em construção







O Brasil vive o auge das grandes obras de infraestrutura: são gerados milhões de empregos e os investimentos estrangeiros superaram os US$ 60 bilhões em 2011. Mas esse impulso não basta para manter o crescimento econômico, que as últimas projeções situam abaixo de 3%. A estagnação da indústria, que só cresceu 0,4% entre janeiro e novembro do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um dos principais fatores para que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente para cerca de um terço do ritmo da Argentina e metade do ritmo do Peru.

Os indicadores industriais contrastam com o dinamismo que mostra a construção civil. Os edifícios proliferam por todo o país e ainda assim o preço dos imóveis duplicou - em alguns casos triplicou - nos três últimos anos, especialmente na cidade do Rio de Janeiro e em Recife, capital de Pernambuco, alimentando mais a fúria construtora e os temores de uma "bolha" imobiliária.

O programa Minha Casa, Minha vida, lançado pelo governo federal em 2009, estimula com facilidades de crédito a construção de três milhões de moradias populares até 2014, em uma tentativa de reduzir o déficit habitacional que, no ano passado, o Ministério das Cidades estimava em 5,5 milhões de unidades.

Além disso, os brasileiros parecem ter descoberto agora a urgência de desenvolver uma verdadeira infraestrutura logística e energética. O país aparece em plena construção. Estão previstas 12.265 obras em diferentes partes do país com meta de conclusão para 2016, que consumirão cerca de R$ 1,5 trilhão em investimentos, segundo estudo da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção.

Em meio a tantas obras, falta melhor planejamento para os projetos logísticos, com vários de viabilidade incerta -- como uma ferrovia cujo destino ainda está indefinido --, outros sem cargas suficientes para cobrir seus custos e hidrovias com obstáculos não resolvidos, de acordo com questionamento de Renato Pavan, engenheiro especialista em logística.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que o governo federal adotou para agilizar investimentos prioritários, não destina recursos a projetos fundamentais, como as hidrovias amazônicas, afirmou Pavan, sócio da consultoria Macrologística, que pesquisa as melhores alternativas logísticas para a economia brasileira.

Contudo, a proliferação de projetos em execução permite ao Brasil mitigar os efeitos da crise econômica do mundo industrializado e manter o crescimento do PIB, ainda que moderado, com baixo desemprego. No período de janeiro a novembro de 2011, foram criados mais de 2,3 milhões de empregos, apesar da estagnação industrial.

Entre as novas prioridades, definidas pela crescente exportação de grãos e minérios, os portos ganharam nova importância. Os antigos terminais fluviais e marítimos estão sendo ampliados e melhorados, como ocorre no caso de Santos, o maior porto da América Latina, que duplicará sua capacidade a partir de 2013.

Também são construídos portos de norte a sul do Brasil. Só a empresa LLX, propriedade de um próspero grupo de mineração e energia, está encarregada de construir dois "superportos" próximos ao Rio de Janeiro, um para exportar minerais e outro para também contar com um complexo de indústrias siderúrgicas, mecânicas, petroleiras e energéticas.

Outros dois projetos, também planejados como complexos portuários e industriais, já são uma realidade na região Nordeste, considerando as futuras grandes refinarias que a Petrobras constrói na região, como catalisadores principais da atração de outras empresas. Suape, perto de Recife, é hoje um formigueiro de 80 mil trabalhadores, a maioria dedicada a levantar a refinaria, três unidades petroquímicas e outras fábricas, mas também há muitos empregados nas mais de cem empresas já instaladas ali, como um grande estaleiro e o maior moinho de trigo da América Latina.

Além das refinarias de Suape e Pecém, o outro porto industrial, o Nordeste contará com uma terceira, no Estado do Maranhão, que quando estiver em funcionamento será a maior do país, com capacidade para refinar 600 mil barris diários de gasolina e outros combustíveis. Os investimentos da Petrobras, estimados em US$ 224,7 bilhões até 2015, permitem recuperar a indústria naval brasileira e impulsionar a infraestrutura portuária e marítima, já que sua prioridade é explorar o petróleo descoberto a partir de 2006 na camada pré-sal do Atlântico, a 250 quilômetros da costa brasileira.

A energia elétrica é outro fator que sustenta o auge da construção no Brasil. O governo reiniciou o aproveitamento dos grandes rios da Amazônia, apesar da oposição de ambientalistas, enquanto a energia eólica ganhava um forte impulso em 2011, graças ao barateamento dos equipamentos para esse fim. Além disso, nessa região continua a construção das centrais termoelétricas que utilizam gás natural ou derivados de petróleo, e também foram reiniciados os trabalhos para terminar a terceira central nuclear do país.

Este país em construção também é impulsionado pela instalação de novas vias férreas e novos oleodutos, pela ampliação e recuperação de estradas, aeroportos e outros meios de transporte e por reformas urbanas exigidas para poder organizar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. A isso se soma a expansão da atividade agropecuária e do setor de serviços para garantir o crescimento econômico do Brasil.

Tudo que foi citado acima compensa parcialmente o fraco desempenho dos últimos tempos da indústria manufatureira, afetada pela crise global com epicentro nos Estados Unidos e na Europa. A produção industrial brasileira caiu 7,4% em 2009, arrastada pela queda financeira dos Estados Unidos, para se recuperar em 2010 com crescimento que chegou a 10,5%, antes de cair novamente no ano passado.

A recessão, ou a estagnação dos países industrializados, reduziu a demanda por bens manufaturados, com seu consequente barateamento, o que intensificou a competição da indústria desses países com a brasileira, já sob impacto da valorização do real em relação ao dólar. Assim, agravou-se a "desindustrialização precoce" do Brasil identificada por muitos economistas e empresários como consequência do real fortalecimento das elevadas exportações primárias e a entrada de capital estrangeiro.

No ano passado, o Brasil obteve superávit comercial de US$ 29,79 bilhões, graças à agricultura e à mineração, que cobriram com juros o déficit industrial que, de janeiro a novembro, era de US$ 43,68 bilhões. Este descompasso em detrimento da indústria é mais acentuado no comércio com a China, com as exportações brasileiras praticamente limitadas a minério de ferro e soja, contra importações de bens com maior valor agregado, como eletrônicos e equipamentos industriais.

A desvantagem dessa relação desigual não se concentra nos chamados termos de intercâmbio, já que ultimamente aumentaram os preços das matérias-primas, devido, principalmente, à forte demanda por parte da China, e baixaram os de bens industrializados, também em razão do gigante asiático, por causa de suas exportações a preço baixo.

O problema desta disparidade de crescimento no Brasil é que a indústria manufatureira favorece mais o desenvolvimento econômico e social ao oferecer empregos de qualidade, com maior remuneração e estabilidade, enquanto a construção, um setor que ocupa muita mão de obra, oferece apenas empregos temporários e paga bem menos.

FONTE

Envolverde - IPS

22 de nov. de 2011

Construção civil está no centro de investimentos em infraestrutura


Brasília - A construção civil está no centro dos investimentos realizados no país em infraestrutura, inclusive em função dos eventos esportivos mundiais, como a Copa FIFA 2014 e as Olimpíadas de 2016. O setor tem grandes empresas brasileiras com capacidade técnica internacional, mas é preciso avançar na produtividade de toda a cadeia produtiva, o que inclui micro e pequenos negócios.

A avaliação é do diretor-ténico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, durante o encontro nacional de coordenadores e gestores da carteira de projetos da construção civil, promovido pelo Sebrae, em Brasília. O objetivo é traçar estratégias de atuação junto à cadeia produtiva do setor que também engloba os segmentos oleiro cerâmico, pedras e rochas ornamentais.

“Não teremos grandes empresas extremamente competitivas se, na sua cadeia produtiva, persistirem problemas de produtividade, competitividade e qualidade de produtos e serviços”, disse Carlos Alberto. O evento também reúne integrantes de órgãos públicos federais e representantes de entidades empresariais da área.

O diretor-técnico do Sebrae lembrou que a construção civil é um mercado que passa por grandes transformações, o que exige mais eficiência e melhorias em sustentabilidade e inovação. Por isso, a importância de uma definição de estratégias junto com parceiros. “As complexidades serão superadas e as oportunidades serão mais bem aproveitadas pelo setor dessa forma, com políticas públicas e parcerias daqueles que organizam o segmento”.

No encontro, o representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra, destacou a necessidade de micro e pequenas empresas se prepararem para aproveitar grandes investimentos na área. “O Brasil precisa de um grande programa de capacitação da cadeia da construção civil”, afirmou.

Marcos explicou que a construção civil vive momento de alta expansão puxada principalmente pelo crédito imobiliário, que passou de R$ 2 bilhões em 2003 para R$ 70 bilhões em 2010. Também citou projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que apontam investimentos de R$ 475 bilhões no setor até 2013.

Plano Brasil Maior

Segundo ele, os recursos fazem parte do Plano Brasil Maior, que engloba a nova política industrial do país. “Está prevista a modernização das normas técnicas exigidas, implantação da interoperabilidade técnica e aumento do uso da tecnologia da informação para ampliar a produtividade do setor”.

Também participaram dos debates nesta segunda-feira (21) representantes do Ministério das Cidades. À tarde, os debates incluem painéis sobre “Inovação e Sustentabilidade” e “Mercado e Encadeamento Produtivo”.

Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/ 3243-7851/ 9977-9529
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5 de nov. de 2011

Bambu – Prós e contras


construção bambu blog usimak

Na Colômbia, os pobres constroem com bambu enquanto os mais ricos constroem com cimento. Depois do terremoto de janeiro de 1999, extensas áreas residenciais de classe média foram destruídas, mas as casas de bambu permaneceram de pé. Apesar da comprovada resistência do bambu aos terremotos, esse material não tem credibilidade como um material de construção.O bambu alcança tal resistência e altura que as plantações dessa matéria-prima podem produzir postes de até 9 metros para construir cidades inteiras. Para vencer o preconceito de que o bambu é somente para casas “pobres”, as casas na Colômbia são construídas com a mesma aparência externa que as residencias de alto nível: com paredes de arame cobertas com uma fina camada de concreto e teto de telas. A diferença é que as paredes, o primeiro piso e o teto não estão apoiados no concreto, mas sim num bambu forte e flexível, o qual resistirá a até um terremoto mais violento. O que atrai o governo é que a casa de três quartos custa 1.600 dólares, a metade de uma de concreto.
plantação bambu blog usimak

Colheita e armazenagem
Existem no mundo cerca de 600 espécies botânicas de bambu. O bambu é um plantação gigante que cresce a uma velocidade de 13 centímetros por dia. Em seis meses, medirá mais de 10 metros e alcançará a maturidade aos três anos. Em quatro ou cinco anos, o talo dessa planta, que é oco, fica suficientemente forte e resistente para suportar uma casa.
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A colheita deve ser realizada durante a temporada seca para que os troncos do bambu tenham um baixo conteúdo de umidade, o que facilita seu transporte e diminui a possibilidade de um ataque de fungos e de apodrecimento. Uma vez que é cortado, o talo volta crescer rapidamente. Devem ser coletados apenas os troncos adultos porque os jovens fornecem alimento ao bambu. É importante que não se corte muitos troncos da mesma planta, pois isso causa um dano irreparável que,a longo prazo, pode causar a morte da planta.
O bambu deve ser armazenado sob uma cobertura para se proteger da chuva e, de preferência sem encostar no solo. O solo deve estar limpo, sem lixo e livre de cupins. É fundamental que exista uma boa ventilação. Se o bambu fresco for armazenado em posição vertical estará seco em quatro semanas, e se estiver armazenado horizontalmente, demorará o dobro para secar. Se o bambu secar rápido demais, pode rachar.
construção bambu blog usimak

Construir com bambu
A construção com bambu é uma tecnologia bastante simples que não prejudica o meio ambiente. Nela são usados materiais locais e o bambu é retirado de uma plantação renovável de bambu próxima e se protege através de um húmus natural. Nada é desperdiçado ou importado já que os mesmos habitantes locais podem construir com bambu e defumá-lo com aparatos feitos em casa.
O bambu é um material de construção esteticamente bonito e apropriado para uma área propensa a terremotos. A estrutura do bambu mantém muito bem sua forma durante um terremoto porque é flexível e resistente. As casas de bambu podem ser atraentes, econômicas e, se bem planejadas, podem durar bastante. Em geral, o bambu é mais forte que o aço.
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Ainda que uma casa possa ser inteiramente construída com bambu (com exceção da chaminé), geralmente ele é combinado com outros materiais de construção como a madeira ou argila, dependendo de sua disponibilidade, idoneidade e custo.
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Unindo várias peças de bambu é possível construir uma estrutura grande. O bambu é cortado em seções ocas de cerca de 15 cm. Para formar um conjunto, faz-se um pequeno orifício em uma seção única que é cheia com concreto e na qual se coloca uma vareta de aço. É importante que o elo na estrutura de bambu, seja colocado na emenda ou o mais próximo possível à emenda. Essa técnica pode ser usada para suportar arcos ou tetos amplos. O cimento adiciona força sem reduzir a flexibilidade do bambu.
construção bambu blog usimak

Proteção do bambu
O bambu é um material ideal à prova de terremotos, mas deve ser tratado para proteção contra insetos, os quais atacam o centro do bambu, a parte que possui mais amido e açúcar. Anteriormente, só era possível proteger o bambu do ataque de insetos mediante o uso de produtos químicos caros e importados da Europa, mas agora são usadas lascas do próprio bambu para produzir um inseticida natural.
As grandes caixas onde se defuma o bambu já cortado para a construção são acesas com pedaços das plantas. Essas lascas exalam um ácido pirolítico natural que protege o bambu contra os insetos. Depois desse tratamento, o bambu será resistente aos insetos durante 100 anos.

maquina para fabricação de blocos de concreto usimak


Vantagens do bambu
” O bambu é relativamente forte e rígido
” O bambu pode ser cortado com ferramentas simples.
” A superfície do bambu é dura e limpa
” O bambu pode ser cultivado em pequena escala
” O retorno do capital é mais rápido do que se fosse usada madeira.
” As estruturas de bambu são flexíveis durante tormentas e terremotos
” O bambu pode ser usado com sucesso para reforçar um terreno deficiente, como por exemplo evitar desabamentos de terra ou para reforçar um caminho.
Desvantagens do bambu
” O bambu tem uma durabilidade natural baixa e necessita de tratamento
” O fogo representa um grande risco
” Os talos do bambu não são totalmente retos, são estreitos. As emendas estão a distâncias diferentes e podem ser importunas quando se trabalha o material.
” A normalização é praticamente impossível devido à variação dos tamanhos.

4 de nov. de 2011

Prefeitura garante recursos para fábrica de blocos no presídio de Ji-Paraná

fabrica de blocos

Iniciativa do vereador Nilton Cezar Rios (PSB), presidente da Câmara de Ji-Paraná, a implantação de uma fábrica de blocos de concreto no presídio Agenor Martins de Carvalho ganhou um convênio de R$ 65 mil da prefeitura. A parceria foi acertada pelo vice-prefeito José Otônio com a Associação de Proteção, Assistência e Inclusão Social de Condenados (APAC).

Em agosto, o vereador Nilton Cezar Rios requereu junto ao prefeito José Bianco (DEM) um convênio de cooperação ente Executivo e a APAC, objetivando a utilização da mão de obra dos apenados do semi-aberto, na fabricação de blocos para ruas e casas populares do Município.

O projeto prevendo a celebração do convênio será enviado para aprovação na Câmara na próxima semana. “É uma solicitação que o prefeito nos atendeu com grande agilidade, inclusive já adquirindo alguns dos equipamentos para montagem da fábrica na APAC. A intenção é que os apenados iniciem os trabalhos já no próximo mês”, elogiou Nilton.

Outro ponto exposto pelo vereador é que a fábrica reduzirá a quantidade de licitações e agilizará a produção e efetivação dos serviços. “Estamos tendo em Ji-Paraná várias ruas sendo pavimentadas com bloquetes, e outros cerca de sete quilômetros que receberão pavimentação por blocos até o final deste ano. Hoje o município conta com uma fábrica própria de blocos e manilhas, adquirida com emenda do deputado estadual Jesualdo Pires e vamos colocar mais uma na cidade. Essa adquirida com recursos próprios do município”, ressaltou Nilton Cezar.

Nilton ressaltou ainda o apoio do Judiciário através da atuação do Juiz da Vara de Execuções Penais, Edwaldo Fantine Júnior que é um dos parceiros do projeto.

A APAC está na cidade há mais de oito anos e poderá dobrar o número de apenados envolvidos no projeto de terapia ocupacional, após a implantação da fábrica.

27 de out. de 2011

Concreto reciclado e garrafas pet podem ser solução para garantir economia e preservação

Pesquisadores desenvolvem produtos para a construção civil a partir de resíduos descartados todos os dias em residências ou nos canteiros de obras


A significativa quantidade de resíduos produzida pela construção civil, relacionada à falta de qualificação, de utilização de novas tecnologias e ao alto grau de desperdício provoca um grande problema, pois as áreas irregulares de descarte são responsáveis pela contaminação de rios; dificultam a drenagem e causam o assoreamento, entre outros. No Brasil, o setor é o maior responsável pela geração de resíduos. Estima-se que até 10% do material nos canteiros de obras é desperdiçado, sendo que mais de 90% desses resíduos podem ser reutilizados. Dois tipos de concreto podem ser reciclados: resíduos de concreto das centrais dosadoras e resíduos de concreto provenientes de Resíduos de Construção e Demolição. Para amenizar o problema e ainda baratear as obras algumas instituições pesquisam e fabricam concreto reciclado e outros produtos que podem substituir o concreto tradicional nas obras. O reaproveitamento, além das vantagens econômicas e ecológicas, pode substituir até 25% dos agregados convencionais sem alterar as propriedades mecânicas.
Um pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) inovou o processo substituindo a areia por resíduos de construção e demolição. Obteve um produto de 20% a 30% mais barato e com resistência 39,5% superior, em média, à estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ele molda os blocos em fôrmas de plástico de baixo custo. A partir da trituração dos resíduos surge uma mistura um pouco mais grossa que areia. Ao substituir 60% da areia pela mistura, o pesquisador descobriu que, além da resistência elevada, o concreto reciclado apresentou elasticidade 14% superior à exigida pela ABNT.
Já estudantes do curso de Tecnologia de Construção do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet) desenvolveram o projeto Isopet, com o qual é possível construir uma casa utilizando blocos fabricados com areia, cimento, isopor e garrafas de plástico tipo PET. Estes produtos, após serem misturados em uma betoneira, formam blocos que alcançam resistência à compressão e ao fogo, suportando chamas de um maçarico de alta temperatura durante 35 minutos a uma distância de 15cm. Além disso, pelo fato do bloco possuir uma superfície porosa, opta-se em eliminar chapisco, emboço e reboco da parede, aplicando apenas uma argamassa colante de finalização. Estes blocos apresentam algumas vantagens como leveza, baixo custo, melhoria termo-acústica e respeito ao meio ambiente.
Ações como estas garantem preservação, bem como redução nos custos, o que gera economia às construtoras e consequentemente ao consumidor final.
 

19 de out. de 2011

Paraná deve ampliar mão de obra de detentos na área habitacional

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), o Instituto das Águas e a Secretaria da Justiça estudam uma parceria para fabricação de tijolos e blocos de concreto para uso na construção de casas populares.
Na semana passada o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, visitou a fábrica de tubos e manilhas do Instituto das Águas no município de Cruzeiro do Oeste e discutiu a possibilidade de parceria com o presidente do instituto das Águas, Márcio Nunes.


A fábrica utiliza mão de obra de presos do regime semiaberto e, de acordo com Nunes, o retorno tem sido muito bom. "É uma experiência bastante interessante, pois promovemos a ressocialização destes presos, que merecem uma segunda chance. Aqui todos elogiam o trabalho deles, são muito dedicados", destacou.

De acordo com Nunes, a fábrica está preparada para produzir tijolos e blocos de concreto para obras da Cohapar. "Todo o governo está empenhado em ajudar a atingir a meta de atender 100 mil famílias nos próximos quatro anos", afirmou.

Além da unidade de Cruzeiro do Oeste, o Instituto das Águas mantém outras fábricas em Arapongas e Paranavaí. Os detentos diminuem um dia da pena a cada três dias trabalhados.

A.V.S., preso do regime semiaberto, coordena o trabalho dos demais. "Foi a melhor coisa que aconteceu com a gente. É uma oportunidade e vamos nos aperfeiçoar para ter uma qualificação para quando cumprirmos a pena. Agradeço todos os dias por esta chance", disse.

REINSERÇÃO - A intenção do governo do Estado é acelerar a reinserção dos presos no mercado de trabalho e na sociedade. A ideia é colocar os detentos em contato com a sociedade civil como trabalhadores comuns.
Atualmente, cerca de 30% dos 15 mil presos sob custódia do sistema penitenciário do Paraná nos regimes fechado e semiaberto (o equivalente a 4,5 mil) exercem algum tipo de atividade laborativa - como serviços gerais, metalurgia, construção civil, etc..

Em Jesuítas, que fica a 100 quilômetros de Cascavel, 15 presos do regime semiaberto que cumprem pena na Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC), estão trabalhando desde o final de agosto na construção de 110 casas populares, de acordo com termo de cooperação assinado entre a Seju, o Departamento Penitenciário do Estado (Depen) e a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).

Com base na Lei de Execução Penal, o preso passa a receber 75% do salário mínimo, ou seja, R$ 408,75. A cada três dias trabalhados, terá um dia de redução do total da pena.
Dentre os selecionados, um escolhido pela direção da PIC por sua liderança, maior escolaridade e experiência de trabalho em equipe monitora o grupo. Para isso, recebe um valor adicional de R$ 120 mensais, o equivalente a quatro vezes o pecúlio penitenciário a ser pago pelo Fundo Penitenciário.