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11 de jan de 2012

O legado da construção dos estádios da Copa


A tendência mundial é de transformação da construção de edificios em montagem industrial Portal da Copa A construção dos estádios para a Copa, com prazos relativamente curtos, com várias exigências da FIFA, faz como que sejam adotados métodos mais modernos de construção, com a maior participação de pré-preparados de aço, pre-moldados e equipamentos de construção mais modernos, principalmente, as gruas. Além disso as obras requerem, na fase inicial, um grande volume de veículos pesados, como retroescavadeiras, carregadeiras, caminhões fora-de estrada e outros. Esses, no entanto, já estão incorporadas na tecnologia atual de obras de terraplanagem e sua desativação ocorre bem antes do término das obras. O que acontecerá em 2013 e 2014 quando as obras estiverem prontas, tornando desnecessárias a permanência desses equipamentos? Será a oportunidade para a construção civil de edificações ampliar a sua modernização, com maior utilização de pré-moldados e das gruas? A tendência mundial é de transformação da construção de edificios em montagem industrial. Ou persistirão nas tecnogias tradicionais, com sub-aproveitamento desse parque industrial, de equipamentos? Supõe-se que esses equipamentos estarão amortizados pelos valores da construção dos estádios, mas não inteiramente depreciados tecnicamente. Terão um valor bem menor do que os novos, mesmo considerando que em grande parte pertencerão a locadoras de equipamentos e não às próprias construtoras. E aquelas adotarão um mix de preços, privilegiando os preços de reposição. Embora as obras dos estádios tenham que ser completadas, parte até o início de 2013 e outra até o inicio de 2014, as obras de infraestutura, que estão atrasadas, continuarão. As obras de mobilidade urbana são em grande parte lineares, com a necessidade de outras categorias de equipamentos, mas haverá um conjunto de obras de arte (viadutos e pontes) assim como de estações de passageiros. Haverá ainda um grande volume de obras em aeroportos, ainda que em meio de construção. A necessidade de equipamentos para essas obras poderá ser anterior à disponibilização pela conclusão dos estádios. O legado da construção dos estádios da Copa, além de outros aspectos, poderá ser altamente positivo, promovendo o grande salto tecnológico da construção civil no Brasil, ou ser uma oportunidade perdida, com o retorno ao tradicional e uma floresta de gruas abandonadas. O legado positivo não será automático e requer um planejamento de parte dos Poderes Públicos para assegurar a continuidade da evolução tecnológica e não um espasmo, e o desenvolvimento de uma nova cultura, por parte dos projetistas, para projetar os novos empreendimentos, considerando essa disponibilidade de tecnologia e dos equipamentos. Aos construtores caberão preferir as soluções tecnológicas mais modernas, o que dependerá do fator prazo de construção. Se nos contratos públicos forem exigidos prazos menores as concorrentes não terão opção: não conseguirão atender com os métodos tradicionais. A tecnologia passará a ser um importante fator competitivo. Mas haverá sempre um legado negativo: a desmobilização de trabalhadores. Se esses não encontrarem outra oportunidade imediata de trabalho, irão alimentar as favelas, como ocorreu em casos anteriores com o término de grandes obras. E, com o avanço tecnológico, a construção civil deixará de ser o principal empregador da mão-de-obra pouco qualificada.
origem;
www.jcorreio.com.br