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27 de ago de 2012

Demanda por material continua forte no mercado


O custo das construtoras com material de construção aumentou cerca de 2,15% no ano passado, de acordo com o Custo Unitário Básico (CUB), índice calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A forte demanda por material de construção no último ano sustentou as cotações, e os fabricantes vivem um período de bons resultados.

"Não sentimos os reflexos da crise internacional e, em termos de demanda, podemos dizer que tivemos um ano muito bom", afirmou ao DCI o presidente da Eternit, Élio A. Martins. De acordo com o executivo, a empresa fechou 2011 com crescimento em linha com o ano anterior e com algumas linhas de produção operando na capacidade máxima. "Os pedidos continuam na mesma velocidade", afirma Martins.

Apesar dos bons resultados, o executivo pontua que a Eternit perdeu R$ 8 milhões em função do câmbio, no ano de 2011. "A valorização do real afetou um pouco os resultados da nossa companhia". Ele ressalta que, além da questão cambial, outro problema vem atingindo a empresa. "Enfrentamos uma escassez de mão de obra, em todos os níveis, situação que deve persistir em 2012", acredita.

Com o objetivo de ampliar o seu portfólio, a Eternit entrou, no ano passado, no ramo de louças sanitárias, depois de fechar uma joint venture com a colombiana Corona, que deve ter 40% de participação acionária, e 60% da Eternit. "Queremos nos tornar a maior e mais diversificada empresa de material de construção do País", afirma. O aporte para a primeira unidade da parceria, a ser instalada no Porto de Pecém (CE), é de R$ 97 milhões. A capacidade inicial da planta será de 1,5 milhão de peças por ano até meados de 2013.

Em um mercado bastante acirrado, a Eternit possui cerca de 32% do market share de telhas de fibrocimento, no Brasil, e 40% da fatia de coberturas de concreto. E para diversificar ainda mais o seu portfólio, Martins afirma que vai manter o modelo atual de gestão. "Vamos continuar olhando o mercado para novas oportunidades", completa. No segmento de louças sanitárias, nicho bastante pulverizado no País, o executivo afirma que o crescimento da empresa foi excepcional em 2011.

E é nesse mercado de louças que um grande player pretende ampliar a sua participação. De acordo com comunicado, a Portobello e a Eliane Revestimentos Cerâmicos fecharam uma parceria que visa a união de seus negócios e operações. As duas fabricantes têm o maior faturamento líquido do setor, no Brasil, e devem se fundir ainda em 2012. Se a operação for autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a nova organização estará entre as cinco maiores do mundo no segmento.

As participações da Portobello e da Eliane na nova empresa resultante da fusão devem chegar a 55% e 45%, respectivamente. Mas considerando dívidas e outros ajustes, as fatias acionárias serão de 80% e 20%. As empresas afirmam que, em princípio, nenhum dos funcionários terá o emprego afetado.

No geral, a indústria de construção deve crescer de 4% a 5% em 2012, demanda que inclui a projeção de obras da Copa e Olimpíada, além de projetos de infraestrutura e habitação, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). E para atender uma parte da demanda deve haver um aumento das importações no País, o que pode atrapalhar os planos do setor. "Se a situação persistir em 2012, podemos ter ociosidade nas fábricas neste ano", diz Cover.

Cimento

As vendas no mercado interno de cimento produzido no País atingiram 63,5 milhões de toneladas em 2011, aumento de 7,3% ante 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).

Em 2011, a maior parte das vendas ocorreu na Região Sudeste (21,6 milhões de toneladas), com alta de 7% ante o ano anterior. Em seguida, aparecem as Regiões Nordeste (11,9 milhões de toneladas, alta de 6,3%) e Sul (9,4 milhões de toneladas, alta de 7,4%). Já as exportações somaram 44 mil toneladas em 2011, alta de 21,2% ante 2010.

Construtoras sorteiam prêmios para atrair operários em obras



Com o déficit crescente de mão de obra qualificada em Mato Grosso do Sul (MS), a solução é importar trabalhadores de outros estados e até países. Após crescer 106,81% no ano passado em relação a 2010, de 11 mil para 22.750 nos principais setores econômicos deMS, o déficit deve aumentar, de novo, neste ano. Preocupadas com a situação, algumas empresas chegam a realizar sorteios de eletrodomésticos para atrair novos funcionários.

O crescimento econômico de MS é apontado como responsável pelo déficit de trabalhadores. "O Estado se desenvolveu muito. Infelizmente, hoje a solução é trazer gente de fora. Temos que continuar capacitando aqui, mas vamos ter que seguir trazendo profissionais", admitiu a secretária Estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. Ela até prevê aumento no déficit neste ano.

O setor mais afetado continua sendo a construção civil, com aproximadamente 7,4 mil vagas abertas, 3 mil somente em Campo Grande. A dificuldade chegou a tal ponto que a MRV Engenharia, responsável por três empreendimentos na cidade e que necessita urgentemente de 400 novos trabalhadores, está realizando promoções para preencher as vagas, com direito a sorteios de bicicletas, um fogão, uma TV 20" e uma máquina de lavar.

"Foi uma iniciativa com objetivo de potencializar o anúncio de vagas", comentou Ricardo Mendes, supervisor de obras na Capital. Somente no primeiro dia da campanha mais de 400 pessoas se inscreveram, e ainda passarão por triagem. Com o problema no quadro de funcionários, a MRV opta por importar mão de obra e capacitar os funcionários dentro do próprio canteiro, através de uma escola de qualificação interna. O eletricista Valdinei Santana Ferreira Gonçalves, 29 anos, se enquadra nos dois quesitos: veio de Poconé (MT) para Campo Grande, e se qualificou na própria obra, começou como auxiliar e acabou se tornando eletricista. "Fiz o curso pela empresa mesmo, eles me ajudaram a pagar", relatou. Gonçalves ganha, segundo ele mesmo, no mínimo R$ 1,3 mil, por 8h de trabalho diário, mais a produtividade. "A vida tá bem melhor hoje", diz, rindo.

Dos trabalhadores de fora, a maioria vem dos estados do Maranhão, Sergipe e Piauí. "Em Ponta Porã é cada vez maior o número de paraguaios trabalhando", comentou Samuel Freitas, presidente licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de MS (Sintracom/MS).