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10 de set de 2012

Bambu é a aposta para arquitetura sustentável no Distrito Federal


Bonito e renovável, o bambu tem tudo para ser a madeira do século 21 e contribuir para uma arquitetura mais sustentável. Pelo menos essa é a opinião do arquiteto Frederico Rosalino, da Bioestrutura Engenharia, empresa que nasceu sob o signo da sustentabilidade. "Meu desafio é mostrar às pessoas que é preciso repensar o consumo de materiais de construção e que o bambu é um ótimo substituto para vários deles", explica.


A Bioestrutura atua no Distrito Federal (DF) há dois anos, com a criação e execução de projetos de baixo impacto ambiental. O bambu é a estrela da empresa, que também promove o conhecimento e a técnica da utilização de materiais de construção menos agressivos ao meio ambiente em seminários e oficinas.


A empresa comercializa ainda ferramentas para o trabalho com o bambu e oferece capacitação para quem quer fazer construções sustentáveis. "Nossa estratégia foi buscar parcerias para promover palestras e cursos que tratam de construção com o material e muitos dos nossos clientes surgem desses encontros", resume o empresário. Apesar de estar no mercado há pouco tempo, a empresa já ganhou um prêmio na CasaCor Brasília, em 2011.

De crescimento rápido, o bambu pode ser cortado pela primeira vez aos seis anos de idade.
Após esse período, os caules podem ser colhidos, indefinidamente, a cada ano. Apenas 40 varas de bambu são suficientes para montar a estrutura de uma casa de 100 m². A resistência da planta da família das gramíneas também surpreende. "De frágil, não tem nada. Amplamente testado, o bambu tem durabilidade superior a 40 anos", informa Frederico.

O material pode reduzir em até 60% o custo de uma construção, além de trazer vantagens para o meio ambiente – é renovável e os seus resíduos não são poluentes. "É o material de construção mais sustentável que existe. Matéria-prima ecologicamente correta, também possui beleza natural peculiar", opina.

A ideia de criar a Bioestrutura Engenharia surgiu em visitas a comunidades rurais e pequenos assentamentos no Brasil e no exterior. Os olhos treinados do arquiteto observaram que, em agrupamentos com pouca oferta de madeira para construção, as comunidades recorriam a madeira. Na Colômbia, no Equador, no Peru e na Indonésia, a planta é amplamente utilizada.
"Acabei me interessando pelo assunto e sobre as possibilidades de uso no Brasil", conta.

Pesquisa

A Bioengenharia nasceu depois de cinco anos de estudo e pesquisa. Nesse período, Frederico se preparou para deixar o emprego fixo. Procurou o Sebrae e participou do Empretec, ciclo de seminários cujo objetivo é desenvolver nos participantes o espírito de empreendedorismo. "O curso foi importante para eu descobrir que tinha esse talento", enfatiza.

Ele planta bambu em 20 hectares de uma chácara, no DF. A produção mensal é de 100 varas. Atualmente, o arquiteto está à frente de quatro obras residenciais cuja matéria-prima é o bambu. O vegetal pode ser usado tanto na estrutura das construções como em móveis, pisos e revestimentos. Com oito funcionários fixos e 30 empregados terceirizados, a Bioengenharia também vende mudas e ripas.

Um comentário:

  1. Tenho duas moitas de bambuzeiros e gostaria de vender parte das varas porque não as utilizo e o bambuzal está crescendo a área na chácara sempre nascendo mas filhotes. Gostaria de saber se esta empresa tem interesse em adquiri-los? Se não, poderia me indicar quem teria interesse em compra-los?

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