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8 de abr de 2012

Prédio em alvenaria estrutural mais alto do Sul do Brasil está em Londrina


Prédio em alvenaria estrutural mais alto do Sul está em Londrina. Divulgação
Um empreendimento, que está sendo construído pelo sistema de Alvenaria Estrutural localizado na região sul de Londrina com 304 unidades residenciais, totalizando 31.649 metros quadrados de obra, é considerado o mais alto da região Sul do País construído neste sistema. A Graúna Construções deve entregar o Fit Terra Bonita ainda neste ano de 2011.

Neste tipo de tecnologia as paredes são "autoportantes", ou seja, a própria alvenaria executada em blocos de concreto suporta o peso da edificação, não havendo as tradicionais vigas e pilares de concreto armado, apenas as lajes. Em um rápido processo, a alvenaria vai subindo simultaneamente com a estruturação do prédio. Sendo assim, este tipo de partido estrutural exige um controle tecnológico mais rigoroso que o sistema convencional, em que até a argamassa de assentamento dos blocos tem sua resistência controlada.
A Alvenaria Estrutural ainda é pouco utilizada na região norte do Paraná. Ela tem sido usada apenas em pequenas construções como barracões e edifícios de pequeno porte, entre quatro e sete pavimentos.  No Brasil este tipo de tecnologia somente era utilizado em edificações altas nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo. Com o Fit Terra Bonita, Londrina novamente está sendo pioneira na utilização de novas tecnologias, já que antes desta obra, não se utilizava alvenaria estrutural em edificações com um número alto de pavimentos, no caso 19.
"Este desafio demandou um grande esforço técnico por parte da Graúna, pois ainda não havia referências para muitas das questões técnicas abordadas neste empreendimento, desde a concepção dos projetos até a aquisição de insumos, como blocos de alta resistência e mão de obra especializada na execução de alvenaria estrutural.", diz o diretor técnico da Graúna, o engenheiro Marcel Antoine Haswany.
Um dos desafios para levantar o residencial com os 19 pavimentos, utilizando o sistema de Alvenaria Estrutural foi o controle tecnológico dos materiais, o que gerou a parceria entre a Graúna e a Faculdade de Engenharia de Lins (SP), que possui um dos poucos laboratórios acreditados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e em condições de fazer ensaios para este processo: o Centro Tecnológico da Fundação Paulista (CETEC).
"Tivemos que realizar muitos estudos, inclusive antes da fase dos projetos, com vários fornecedores de materiais e equipamentos, para racionalizar e aperfeiçoar o processo construtivo, bem como para extrair o máximo devantagens desta tecnologia construtiva"explica Haswany, e  complementa, "os blocos para a construção, principal insumo deste processo, são adquiridos de empresas londrinenses, uma delas entre as  maiores do Paraná, que também teve de desenvolver processos para viabilizar blocos de concreto com  alta resistência necessária ao empreendimento."
A obra possui quatro torres, que estão sendo construídas dispensando a utilização de grua Uma das grandes vantagens desse processo construtivo, em função da racionalidade e rapidez, é a possibilidade de eliminar equipamentos caros, como a grua, sem perder desempenho e diminuindo o custo.
Neste processo utiliza-se muito pouco aço e o "sistema de forma" é necessário apenas para a execução de lajes que, por serem planas, necessitam de um sistema de escoramento muito simples. Outro fator importante para a racionalidade deste processo construtivo são as "células" dos blocos, que permitem a passagem de tubulações elétricas e hidráulicas, já na fase de elevação das alvenarias, dispensando as tradicionais quebras e rasgos nas paredes evitando, assim, o retrabalho.
Ainda, na questão da racionalidade, a perfeita regularidade das paredes permite revestimentos internos e externos dentro do mínimo necessário estabelecido pelas normas técnicas, evitando o desperdício de materiais e de mão de obra.
No caso do revestimento externo (fachadas), a Graúna Construções também está inovando com a utilização de uma "nova tecnologia de revestimento" denominada Monocapa.  Trata-se de um revestimento já acabado como uma pintura, que é aplicado através de uma projeção mecânica direto na alvenaria de bloco, eliminando as fases tradicionais do procedimento, como a do "chapisco" e a do "emboço", que normalmente são realizados antes de uma pintura final.

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