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24 de jun. de 2014

Conheça o G-Cans, sistema japonês contra enchentes


Localizado em Kasukabe, no Japão, o maior sistema de controle contra inundações do mundo, do tipo, o G-Cans permite bombear até 200 toneladas de água por segundo. O complexo tem cerca de 6 quilômetros de túneis e enormes reservatórios subterrâneos, 50 metros abaixo da superfície, suportados por pilares de concreto armado (imagem acima), os maiores chegam a ter 177 metros de comprimento, 78 metros de largura e 26 de altura.

Construído na área rural de Tóquio, o projeto G-Cans foi concebido para impedir cheias que historicamente chegaram a atingir diretamente mais de 50 mil pessoas. Pela sua grandiosidade começou a ser construído em 1992 e só foi terminado em 2009. Conhecido também como Canal Subterrâneo de Drenagem Externa da Área Metropolitana (Metropolitan Area Outer Underground Discharge Channel), o complexo dispõe de 5 cilindros de 65 metros de profundidade e 32 de diâmetro. Os cilindros são dispostos numa distância de 6,5 quilômetros de distância entre eles.



Esses estão conectados a mais de 50 metros abaixo do solo, e formando um extenso corredor para abrigar o excedente das chuvas e temporais. Cada cilindro pode conter até 5 milhões de litros de água e então chegam até maior reservatório citado acima, templo subterrâneo, que é sustentado por 59 pilares.



Para bombear todo o excedente das chuvas e temporais o projeto contempla 78 turbinas e desaguar até 200 toneladas/s no rio Edogawa. O sistema foi construído para aguentar bem mais água que o que a região costuma receber, algo a se pensar em obras de engenharias.

27 de mai. de 2014

Motivos para fazer um telhado vivo

O telhado verde é sem dúvida o tema mais comentado quando falamos em arquitetura sustentável e vem interessando muita gente nesses últimos tempos em que a consciência ambiental se torna cada vez mais comum. Esse conceito, que causa em muitos a sensação de novidade, já foi pensado há bastante tempo, mais precisamente no Egito antigo, porém, definido como conceito arquitetônico apenas em 1920, pelo arquiteto francês, Le Corbusier.
O arquiteto modernista Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, foi quem desenvolveu a ideia de terraços jardins, com a intenção de compensar a pegada ambiental causada pela construção no terreno e proporcionar uma maior qualidade de vida as pessoas através de áreas de lazer verdes.

O conceito era tão importante que passou a ser considerado um dos 5 pontos fundamentais da nova arquitetura e com sua grande difusão, o terraço jardim serviu de influencia para vários outros arquitetos. No Brasil, foi utilizado por Lucio Costa no projeto do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de janeiro, atual sede do MEC (Ministério da Educação).

Para Le Corbusier, as cidades modernas encontravam-se asfixiadas, sem áreas verdes suficientes, não contribuindo para uma boa qualidade de vida dos cidadãos. Então, propôs que todas as construções tivessem seu próprio terraço-jardim. Com quase um século de existência, o conceito de telhado verde desenvolvido por Le Corbusier é mais atual do que nunca. Em tempos de crise ambiental, cada um pode fazer sua parte colaborando para sua comunidade e o planeta.

Para te incentivar a deixar sua casa mais verde, selecionamos 5 motivos que vão fazer você querer transformar o seu telhado em um "organismo" vivo.

Motivo 1: Os telhados verdes purificam o ar
Com uma cobertura coberta por vegetação, sua casa, além ter sua pegada ambiental reduzida, contribui para a limpeza do ar absorvendo gás carbônico e liberando oxigênio.


Motivo 2: Sua casa mais fresca
Os telhados verdes funcionam como um controlador térmico fazendo com que o calor gerado pela insolação seja reduzido consideravelmente. Ou seja, um telhado verde funciona como um ar condicionado natural.


Motivo 3: Captação de água da chuva
Por ser coberto por vegetação e uma camada de terra, o telhado verde possui uma grande capacidade de retenção de água da chuva. Com a ajuda de um coletor (aprenda a fazer aqui), essa água pode ser reaproveitada de várias maneiras.


Motivo 4: Isolamento acústico
Além de ser um purificador de ar, o telhado verde ainda contribui para o conforto interno da residência reduzindo a poluição sonora gerada pelo ruído de carros e outros veículos.


Motivo 5: A biodiversidade no telhado da sua casa
Além dos motivos listados à cima, os telhados verdes contribuem para a manutenção da biodiversidade. Segundo estudos realizados pelas universidades Barnard College, Columbia University, Fordham e Universidade do Colorado, as coberturas com vegetação abrigam centenas de espécies de fungos além de aves, esquilos e outros animais.


7 de mai. de 2014

Microgeração de Energia

microgeração

 Microgeração de energia é a criação de pequenas centrais de energia em residências, como a foto destaca. Essas centrais são ligadas a rede do município e abastecem outras residências. A grande dúvida é a viabilidade desse investimento, hoje alto e que não tem muito apoios fiscais.
A ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, há quase dois anos já regulamentou as regras da microgeração distribuída de energia. Quem decide instalar. por exemplo, placas voltaicas ou aerogeradores e em algum momento superar a produção de energia do que utiliza, poderá fornecer o excedente na distribuidora local. Um equipamento regrista a quantidade de energia gerada e fornecida a rede e é debitado em reais de sua conta mensal de energia, e caso a quantidade de energia gerada ultrapasse a de energia fornecida não é necessário pagar a conta.
microgeração

A cidade do Rio de Janeiro teve recentemente a primeira casa com microgeração de energia integrada a rede e registrada pela ANEEL. Analisando a fatura de energia elétrica, após a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico de microgeração de energia na área de atuação da Light, com 2 kWp de potência, os benefícios econômicos e ambientais já se fazem presentes.
microgeração

Para efeito de comparação cada KWh gerado rendeu cerca de R$ 0,48, e num período de 6 meses foi contabilizado 1.440 KWh. A novidade dessa nova tecnologia no Brasil ainda é recente e deve ser estimulada pela governo afim de melhorar a matriz energética. Não deve ser uma exclusão de outros tipos de energia, mas sim um adendo muito bem-vindo.

fonte

7 de mar. de 2014

Tijolos para construção produzidos a partir de bactérias

Cortesia de bioMason
Foto: bioMason
Uma start-up de biotecnologia desenvolveu um método para sintetizar tijolos a partir de nada além de bactérias e outros materiais abundantes na natureza. Tendo recentemente recebido o primeiro prêmio no Cradle to Cradle Product Innovation Challenge, bioMason desenvolveu um método de cultivar materiais através do emprego de microrganismos. Argumentando que os quatro materiais tradicionais da construção - concreto, vidro, aço e madeira - apresentam níveis significantes de energia incorporada e dependem muito de recursos naturais não renováveis, a resposta vem na forma de cimentos biológicos altamente resistentes (como corais) que podem ser usados "sem impactos negativos no ambiente".


Segundo bioMason, "a produção mundial de cimento em 2008 contabilizou 2,8 bilhões de toneladas, com quantidades equivalentes de CO2 liberadas na atmosfera." A série de processos que necessitam de muita energia para acontecer, desde a extração dos materiais brutos, transporte, a queima de combustíveis nos fornos, contribuem para que "40% das emissões globais de dióxido de carbono estejam ligadas à indústria da construção."
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                                    Foto: bioMason
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Foto: bioMason



"Bactérias proporcionam um ambiente adequado para formar, a partir da combinação de nutrientes, nitrogênio e cálcio, um cimento natural em temperaturas ambientes, levando menos de cinco dias para a produção do composto." A bioMason criou um modelo viável para o mercado que envolve a evolução das produtoras de alvenaria. Os recursos necessários para o biocimento são baratos, globalmente abundantes, e podem ser adquiridos a partir de restos de bioprodutos. Além disso, ao invés de depender de combustíveis para aquecimento, o novo material "cresce" em temperaturas ambientes. 

Saiba mais sobre o bioMason biobrick.
Referências: bioMason, Cradle to Cradle

6 de mar. de 2014

Fantásticas esculturas em tijolos

As esculturas figurativas possuem uma sensibilidade única. Especialmente essas, feitas de tijolo, um material arquitetônico cujas formas visuais raramente se estendem além de uma parede.
As obras de Brad Spencer, da Carolina do Norte (Estados Unidos), dialogam com esse paradoxo.Como fazer arte por meio de um objeto de características tão rústicas? Surge aí a contextualização da obra. São elementos que simbolizam a própria função do banalizado material.
“Não só combina com tudo, mas cabe perfeitamente no paisagismo devido a familiaridade que é reconfortante para as pessoas”, resume Spencer.
Dê uma olhada em alguns de seus trabalhos:
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escultura em tijolos 
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No Youtube ainda há uma palestra de Spencer apresentando o conceito do trabalho. É mais de uma hora de explicação, mas vale o play.