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1 de set de 2011

Construtoras desenvolvem novas tecnologias para otimizar custos e aumentar a produtividade

O boom imobiliário fez com que os canteiros de obras no Brasil passassem por importantes transformações, como a introdução de modernas ferramentas de trabalho que agregam produtividade e economia ao processo construtivo. Cada vez mais, as construtoras têm investido no desenvolvimento de novas tecnologias para otimizar custos e acelerar a entrega das obras.

A Living Construtora, empresa do Grupo Cyrela, criou uma área de desenvolvimento para implantar conceito de indústria no processo construtivo e avaliar alternativas econômicas para construções direcionadas ao público de baixa renda. Uma das tecnologias desenvolvidas é a alvenaria estrutural não armada, que pretende reduzir o custo da torre em 14,5%. Com o bloco e o sistema construtivo desenvolvidos em laboratório é possível construir uma torre de térreo + 3 andares em 90 dias.

Para aprimorar tecnicamente o processo construtivo das obras, a Rodobens Negócios Imobiliários adotou o siding vinílico como componente do fechamento dos oitões dos telhados das casas dos empreendimentos dos conceitos Moradas Rodobens e Terra Nova Rodobens. A utilização desse material reduz o processo de execução das obras e sua manutenção. O sistema consiste em um revestimento altamente eficiente, composto por painéis de PVC em forma de barras, fabricadas com aditivos especiais que garantem resistência e durabilidade. Já a cobertura da estrutura das unidades é de aço zincado. Na construção das casas, a incorporadora utiliza tecnologia que consiste na execução de fundações tipo radier e execução de paredes em concreto aerado auto-adensável, executadas em processo de alta velocidade, qualidade e ausência total de desperdício, pois não gera entulho. O sistema, aprovado pela Caixa Econômica Federal para execução em todo o Brasil, garante edificações sustentáveis, pois a matéria-prima utilizada, além de não agredir o meio ambiente, proporciona desempenho térmico e acústico.

Já a Gafisa e Tenda implantaram uma nova técnica construtiva em suas obras baseada no uso de formas de alumínio manoportáveis, que reduz em 40% o ciclo de obras. Com esse sistema, os pavimentos são executados com as paredes e lajes de concreto desde o térreo até a cobertura. Os moldes são montados e preenchidos com o concreto, construindo andar por andar. Além de otimizar o período de obra, o sistema permite que o projeto seja concluído em metade do tempo que normalmente levaria.

A Direcional Engenharia, que também utiliza o uso de formas de alumínio manoportáteis, possui um departamento exclusivo de inovações tecnológicas e, de acordo com a demanda do mercado, a incorporadora escolhe o padrão de construção, dentre os vários processos construtivos adotados pela empresa. Entre eles destaca-se a utilização da laje treliçada com isopor, que aumenta a velocidade e diminui o consumo de escoramento (metálico ou de madeira) em até 20%, e é considerado mais ecológico que outros processos. A construtora usa ainda a laje içada, na qual as peças são fundidas no chão e instaladas com guindastes, dentro de formas metálicas com a dimensão do ambiente.

A MRV também utiliza a alvenaria estrutural para otimizar custos na construção de imóveis para a baixa renda. Com o método, a empresa garante maior velocidade e facilidade de construção, maior produtividade por operário, melhor controle orçamentário, alta durabilidade e baixa manutenção. Paralelamente, a companhia está testando outros métodos construtivos para obter ganhos de produtividade, a exemplo da parede de concreto, laje pronta (içada) e estruturas pré-moldadas. A empresa desenvolveu ainda um software (MRV obras) que é utilizado em todas as obras da companhia, para controlar as compras, medição de tarefas, o cronograma da obra e o estoque de cada material.

A Rossi tem investido cada vez mais na industrialização e na verticalização, com fábricas de pré-fabricados. Nelas são construídas paredes de concreto, lajes acabadas, escadas, baldrames e muro de fechamentos das obras que, após estarem prontos, são transportados para os canteiros, acelerando o tempo de construção dos empreendimentos. Hoje, a Rossi possui sete centrais de pré-fabricados, localizadas em Campinas (SP), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Hortolândia (SP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS) e Serra (ES). As fábricas permitem reduzir o desperdício, diminuem o custo de construção, reduzem o prazo e aumentam a qualidade e a precisão das obras.

Com o objetivo de melhorar a produtividade e diminuir a dependência de mão de obra, a Brookfield Incorporações tem introduzido os novos conceitos e exigências da NBR 15575-1 – Norma de Desempenho para Edifícios Habitacionais. Usina de concreto na obra, uso de alvenaria estrutural, sistema de painel pré-moldado de parede na construção de casas e mantas de impermeabilização pré-fabricadas são algumas das técnicas adotadas pela construtora.

Por meio do Comitê de Tecnologia e Qualidade, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) promove seminários e outros eventos para a divulgação de novas tecnologias em estruturas de edificações e em instalações prediais.

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