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8 de mar de 2012

Obras dos estádios mineiros experimentam inovações


Do uso de plataformas articuladadas (guindaste) a sistema de amortecimento das arquibancadas, obra do Mineirão conta com recursos sofisticados (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Do uso de plataformas articuladadas (guindaste) a sistema de amortecimento das arquibancadas, obra do Mineirão conta com recursos sofisticados

Curiosidade é pouco para definir a razão de tamanho interesse dos moradores do Horto que já puderam ver de perto a transformação do Estádio Raimundo Sampaio, o Independência, na etapa final das obras, em visitas guiadas. Plataformas articuladas e dirigíveis com capacidade para içar o condutor ou material de construção a 32 metros de altura e a cobertura servida de isolamento térmico-acústico despertam os olhares de quem jamais imaginaria pisar num campo de futebol com padrão de Primeiro Mundo. A reforma do Mineirão também reserva inovações, desde a estrutura em pré-moldados e o sistema de amortecimento de arquibancadas com capacidade para acomodar 64 mil torcedores ao controle informatizado do portão de entrada ao telão que exibe o resultado do jogo.

Vitrines do avanço tecnológico e de gestão da indústria da construção, as arenas brasileiras da Copa prometem não deixar nada a desejar para os estádios europeus. O setor evoluiu tanto em processos construtivos quanto do ponto de vista da variedade de material e de ferramentas que oferecem às construtoras, num cenário visual em 3D, todas as especificações das obras. O Brasil não é a China, que anunciou recentemente a construção de um prédio de 30 andares em apenas 15 dias, mas tem adotado tecnologia de última geração pelo menos no dia a dia das grandes construtoras.

Há casos em que no mundo da inovação e da tecnologia empresas brasileiras erguem oito apartamentos por dia, observa Geraldo Jardim Linhares, vice-presidente de Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). "Essas são obras de grandes construtoras, que normalmente mantêm um núcleo de engenheiros e departamentos de tecnologia, diferentemente das pequenas construtoras que esperam a inovação se disseminar para ter acesso a ela a custos compatíveis com o seu porte", afirma. Independentemente disso, a inovação cresce nas edificações, guiada pela preocupação com projetos mais industrializados.

Qualidade Em 40 anos de atuação no setor, que começou nos chamados anos do milagre econômico brasileiro (década de 70), Geraldo Jardim não tem dúvidas de que o avanço dos canteiros de obras, hoje, tem como diferencial a exigência por qualidade do consumidor e dos órgãos contratantes das construtoras. Os programas informatizados de controle e planejamento na construção evoluíram ao ponto de tornarem possível a escolha de um apartamento como se fosse um carro, entre vários tipos e preços.

Redução dos prazos de entrega e do contingente de mão de obra, que enfrenta grande escassez no Brasil, além do benefício de evitar os riscos de manutenção futura, é o melhor resultado da nova onda de industrialização, destaca Teodomiro Diniz Camargos, dono da construtora que leva o seu sobrenome e presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

"A globalização chegou para a construção. Essa é uma tendência mundial", resume Diniz Camargos. A empresa levou para o mercado de habitação de luxo as já conhecidas paredes feitas com tecnologia dry wall (sistema a seco que usa chapas de gesso acartonado fixadas sobre estruturas metálicas). Na construção de um prédio residencial com duas torres de 12 andares no Bairro Luxemburgo, Zona Sul de BH, Camargos adota novidades como a curiosa mesa voadora, forma inovadora montada uma vez por semana e que vai se ajustando a cada andar da edificação. O ganho do equipamento está no fato de dar velocidade à obra.

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